Miguel de Unamuno

Ensaísta, romancista, dramaturgo, poeta e filósofo espanhol nasceu a 29 de Setembro de 1864, na cidade basca de Bilbau. Percursor do existencialismo foi considerado um dos expoentes da chamada “Generación del 98” da literatura espanhola.

Miguel de Unamuno estudou na Universidade de Madrid onde concluiu o curso de Filosofia e Letras em 1883. Um ano depois obtém o doutoramento com uma tese sobre a língua basca, “Crítica del problema sobre el origen y prehistoria de la raza vasca”, na qual antecipa a sua opinião contrária ao nacionalismo basco. Em 1891 torna-se professor de Grego e de Literatura na Universidade de Salamanca, e, em 1900, é nomeado Reitor da mesma universidade, cargo que exerceria por mais duas vezes.

Foi também deputado pela região de Salamanca entre 1931 e 1933.

Defensor das ideias republicanas ficou também conhecido pelas sucessivas críticas ao rei Afonso XII. Esta atitude fez com que vivesse no exílio, entre 1926 e 1930, primeiro nas ilhas Canárias e depois em França. Com a queda do General Primo de Rivera regressa a Espanha e reassume as funções de reitor na Universidade de Salamanca. Mais tarde apoiou o golpe do General Francisco Franco, mas divido às duras críticas dirigidas ao General Millán-Astray, é novamente afastado da reitoria da universidade.

Unamuno passaria os seus últimos dias de vida em prisão domiciliária, na cidade de Salamanca, onde veio a falecer, no dia 31 de dezembro de 1936.

Roteiro Unamuniano

1 – Chegado à Guarda numa tarde de Novembro, vindo de Lisboa, como ele mesmo escreve, Unamuno instalou-se na Pensão Santos. Ficaria uma tarde e a manhã do dia seguinte.

2 – Rapidamente percorreria quase todas as ruas. Encontra o que chama uma ‘pequena cidade’ de 6.000 habitantes. Depara-se com estudantes de liceu e seminaristas, cada quais com o seu trajo identificativo. Ruma à Porta do Sol, que o impressiona.

3 – Dalí, onde o «envolve a melancolia outonal na vila desconhecida», escolhe para jantar uma das várias casas de pasto da cidade, por certo não muito diferentes daquela que hoje resiste ao tempo, junto à Porta do Sol – Taberna. Após o repasto, Unamuno passeia-se meditativo pelas ruas da Guarda e vai até à Torre dos Ferreiros.

4 – Contemplação da obra «A GUARDA A MIGUEL DE UNAMUNO» da autoria do pintor salmantino Florencio Maíllo (técnica mista, 2016).

5/6 – Dado que as tardes de Novembro são curtas, como o mesmo Unamuno refere, recolhe à Pensão Santos e deita-se às 7 horas, com um romance de Camilo à cabeceira. No dia seguinte a Guarda presenteia-o com uma manhã de sol, ao som dos clarins militares do Regimento de Infantaria 12, instalado no antigo Convento de São Francisco e os sinos de uma igreja próxima, talvez a da Misericórdia.

7 – Pela manhã visita a Sé Catedral da qual diz avistar-se um formoso panorama.

8 – Como pedagogo que é, Unamuno termina a sua estada na cidade da Guarda com uma visita ao Liceu Nacional da Guarda, hoje Escola Augusto Gil, cujas condições reprova, anotando-o com severidade.

9 – Dali, supostamente ao fim da manhã, o autor de «Por Tierras de Portugal y Espanha» ruma à Estação Ferroviária da Guarda com destino a Salamanca.

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