Exposição Permanente do Museu da Guarda

A exposição permanente do Museu da Guarda apresenta ao público um acervo constituído por coleções de Arqueologia, Numismática, Escultura Sacra dos séculos XIII a XVIII e Pintura Sacra dos séculos XVI a XVIII.

Recentemente reformulada, o discurso expositivo assenta em critérios sequenciais e cronológicos e as abordagens descritivas são residuais. Compartimentada em 4 secções, Arqueologia Pré-histórica; Arqueologia Proto-histórica e Romana; Arqueologia Medieval e pós-medieval; Arte Sacra, merecem particular destaque na Arqueologia, duas espadas da idade do Bronze, uma fíbula anular hispânica do séculos V/VI a.C., os numismas romanos e um torso imperial Romano do século II e na Arte Sacra, na escultura, um granito policromado do século XIII, representando Nossa Senhora da Consolação e os espaldares de cadeiral dos séculos XVI e XVIII.

Todavia o seu acervo é muito mais vasto estando em depósito uma quantidade apreciável de espécimes arqueológicos, procedentes de doações de particulares e ainda fruto de prospeções e escavações arqueológicas, mormente as levadas a cabo no Mileu e no importante santuário proto-histórico do Cabeço das Fráguas (finais do século VIII a. C. e o século I d. C).

Em depósito existe também pintura dos primórdios do século XX que inclui nomes como, por exemplo, Eduarda Lapa, Eduardo Malta, António Carneiro, Adelaide Lima Cruz, Túlio Vitorino, Abel Santos, António Saúde, Carlos Reis, Falcão Trigoso, Columbano, Veloso Salgado, José Tagarro e João Vaz, que de quando em vez são integrados em exposições temporárias.

Nos últimos anos passaram também a fazer parte do acervo do Museu da Guarda obras, que integraram a sua coleção de Arte Contemporânea, de artistas como, João Cutileiro, Júlio Pomar, Júlio Cunha, Vítor Pomar, Mário Rita, Pires Vieira, Evelina Coelho, entre outros.

 

Coleção Novo Banco

Cinco obras de artistas portugueses do século XX

 

Exposição que resulta da parceria entre o NB Cultura e a Câmara Municipal da Guarda e que permite o acesso e fruição às obras de cinco artistas marcantes no percurso da pintura portuguesa da segunda metade do século XX:

Nikias Skapinakis (1931-2020)

João Hogan (1914-1988)

Júlio Resende (1917-2011)

José de Guimarães (1939)

Luís Pinto Coelho (1942-2001)

Exposição Santa Rita Pintor

Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa Rita ou Guilherme de Santa Rita, mais tarde passaria a chamar-se apenas Santa-Rita Pintor (1889 – 1918).

Figura mítica da primeira geração de pintores modernistas portugueses, a sua obra permanece em grande parte envolta em mistério. Nunca expôs em Portugal, mas esteve vários anos em Paris garantindo, com Amadeo de Souza-Cardoso, a primeira ligação efetiva às vanguardas históricas do início do século XX. Foi o mais ativo impulsionador do breve movimento futurista português. Morreu prematuramente, antes mesmo de completar 29 anos de idade, vitimado por tuberculose pulmonar, deixando ordem expressa para que todos os seus trabalhos fossem queimados.