Museu da Guarda

VII Encontro Transfronteiriço dos Museus

SUSTENTABILIDADE SOCIAL DOS MUSEUS E COMUNIDADE:

A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA

Já não é possível ignorar a necessidade de agir de uma forma concertada e eficaz, dado o
carácter eminentemente social que representa a emergência climática para todos, quando o tempo que nos resta é mais curto que a passagem de uma geração e quando o futuro de toda a humanidade e do seu património está sendo posto em causa.
No preciso momento em que se discute a necessidade de afirmação social dos museus como uma emergência cultural para sua sobrevivência, e se procura que esta sustentabilidade se reflita numa estreita relação entre o museu e a comunidade, a plataforma transfronteiriça Mouseion, quer abrir novos caminhos de comunicação que a introduzam diretamente nos problemas reais das populações. O VII Encontro Transfronteiriço Mouseion, a realizar em 2020, debaterá, por isso, o problema do clima com toda a população interessada e em especial com a do distrito da Guarda que o recebe este ano. Entre todos, tentaremos encontrar caminhos de resposta e contenção, que nos ajudem a enfrentar e superar se possível, os perigos que nos ameaçam. Procurará contribuir para este fim, convocando para uma discussão aberta acerca dos problemas climáticos que enfrentamos e sobre as soluções ao nosso alcance, a todas as pessoas e a todos os museus interessados da região transfronteiriça abrangida pela plataforma e que enquadra informalmente os distritos de ÉVORA, PORTALEGRE, CASTELO BRANCO E GUARDA pelo lado português e as províncias de BADAJOZ, CÁCERES, SALAMANCA E ZAMORA pelo lado espanhol. Pensamos que os museus, enquanto mediadores, poderão ser foros de diálogo, compromisso e responsabilidade, ativos para conglomerar pessoas e vontades na procura de soluções, num momento em que o contributo e a tomada de consciência coletiva é fundamental para o resultado final e para a sobrevivência de todos. Nesta perspetiva, o encontro procurará partilhar e conhecer a sensibilidade e a experiência dos próprios museus e da comunidade sobre este tema, através das suas pessoas e das suas associações de cidadania – empresariais, culturais, desportivas e de juventude, de assistência social e de defesa de direitos humanos, de mulheres raianas e de minorias. Poderemos encontrar juntos vias urgentes para minimizar os problemas que enfrentamos e garantir, deste modo, a real sustentabilidade social dos museus, não só na defesa do património a sua guarda mas também enquanto verdadeiros mediadores sociais e culturais. A URGÊNCIA CLIMÁTICA não é uma moda, nem um chavão. Poderá ser até um revulsivo contra o individualismo e a indiferença e o princípio de uma nova atitude social para construir futuro de forma coletiva e solidária. Os museus não podem ficar de fora, mais uma vez.

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